A rotatividade e precarização do trabalho, o endividamento para conseguir pagar os estudos, a falta de investimentos no ensino público e a violência provocada pelas políticas de segurança pública do Estado são alguns dos problemas rotineiros na vida dos jovens brasileiros.
Cresce entre os jovens, cada vez mais, a sensação de insegurança e falta de perspectiva no futuro.
Nos tempos de crescimento econômico do país, a juventude foi inserida ainda mais no mercado consumidor, no ensino superior de maneira precarizada e seletiva; principalmente, através da expansão das universidades privadas. A justa, mas tímida política de cotas, pouco modificou a composição social e, menos ainda, o caráter burguês da nossa educação e universidade.
De fato, a conciliação petista com o grande capital pouco resultou em avanços de direitos sociais para os jovens. Pelo contrário, essa conciliação contribuiu para viabilizar uma grande ofensiva da burguesia, que visa retirar direitos econômicos e sociais da classe trabalhadora e restringir as liberdades de organização e expressão, impondo um clima fascistizante de intolerância no debate político.
O dever dos jovens comunistas e revolucionários, nesta atual conjuntura, é redobrar seus esforços para unir a juventude e combater o avanço da direita no país. A unidade da juventude não se faz com defesas abstratas e despolitizadas, mas com a unificação concreta das lutas em defesa da educação pública, contra o extermínio da juventude nas periferias (em especial a juventude negra), contra o desemprego e precarização do trabalho. Nesse sentido, estaremos nas ruas, praças, escolas, movimentos populares, universidades e periferias, defendendo o protagonismo da classe trabalhadora na luta pelo Poder Popular e pelo Socialismo!
Para que avancemos no movimento de trabalhadores, se faz necessário que o jovem trabalhador participe de suas lutas: